[vc_row][vc_column width=”1/1″][vc_text_separator title=”Reportagem: Um Grito Indígena a ser Ouvido” title_align=”separator_align_center” color=”grey”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/4″][/vc_column][vc_column width=”1/2″][vc_column_text]

Por Michele Gonçalves

 

Palavras-chave

indígenas, aprendizado, políticas, catástrofe

 

Problema

 como falar da escuta aos povos indígenas de forma potente? Como fazer uma reportagem que pretende abordar o que é aprender com os povos indígenas a enfrentar os desafios ambientais do presente e a sobreviver num futuro marcado pela ameaça global, sem recair nos clichês que rondam a comunicação ao abordar esses povos?  Como dar a ver, ouvir e sentir as potencialidades dos modos de viver, pensar e criar indígenas quando palavras, imagens e sons perderam suas forças sensíveis e políticas e, frequentemente, terminam por gerar estereótipos, homogeneizações e hierarquizações, silenciamentos e invisibilizações?

 

Proposta

 reunir materiais que possam abrir conexões distintas para abordar o tema proposto; escrever com os materiais e não sobre eles, possibilitando encontros efetivos entre o leitor, o tema, o jornalista e os materiais.

 

Objetivos

tornar a reportagem um campo fértil em que se cruzam conhecimento, problematização, materialidades,catástrofes, povos, culturas, ambientes, pessoas  e vidas.

 

Materiais

 entrevistas feitas com antropólogos, etnólogos, jornalistas e professores;livros, filmes, obras de arte, materiais audiovisuais e digitais, conteúdos de páginas da internet, artigos científicos, músicas.

 

Procedimento

 reunir os materiais a partir de pesquisas bibliográficas em livros, bases de dados de artigos acadêmicos, websites, blogs, filmes e videos, fotografias; elaborar a pauta tendo em vista as questões mais pungentes e potentes encontradas e criadas durante a pesquisa; eleger os entrevistados, dentre os pesquisadores, artistas, cineastas e demais personagens cujos materiais foram consultados durante a pesquisa; contactá-los e pedir a eles materiais que julguem interessantes para compor as entrevistas; ler e pesquisar esses materiais, extrair deles os principais problemas relativos à questão requerida, refletir sobre os direcionamentos da matéria segundo esses problemas e os outros já pesquisados e eleitos; elaborar as perguntas das entrevistas; realizar as entrevistas e depurar o material levantado; pesquisar novamente nos mais variados materiais, agora a partir de todo o material coletado nas entrevistas; refletir sobre os rumos da pauta, se ainda são os mesmos ou se devem sofrer alterações a partir do contato mais íntimo e prolongado com o tema e problemas levantados; decidida a linha da reportagem, iniciar a escrita e, ao longo do processo, tentar contaminar-se com mais fontes de inspiração como músicas, danças, peças de teatro e o que mais puder somar para a reflexão e inspiração. .

 

Resultados

 uma reportagem que caminha por distintos percursos a discutir as maneiras de se ouvir as populações indígenas e que ao longo deles coleta fazeres e pensares em torno dos problemas e possibilidades para a  multiplicação das discussões e efetiva escuta conjunta com /dessas populações.

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