ECOLOGIAS RADICAIS

ISSN 2359-4705

CHAMADA | BUSCA E OUTRAS EDIÇÕES | ENGLISH


Dossiê Ecologias Radicais

| ano 5, n. 11, 2018 |

| EDITORIAL | 

A VII edição do Seminário Conexões Deleuze, da qual este dossiê é um desdobramento, esteve marcada por uma propensão ao risco, à experimentação e à aventura. Uma procura por tempos extra-ordinários que nos violentassem e nos abrissem a radicalidades onde pudéssemos mergulhar no processo infindável que é o mundo como pura relacionalidade diferencial. Isto é, um apelo à composição de Novas Terras e impensadas Cosmopolíticas. Um chamado primordial e impessoal pela vida, por fazer dela não uma codificação representacional entre sujeitos e objetos que afirmem uma bifurcação da natureza como diria Whitehead, mas sim o fluxo que passa e vaza pelos mais diversos meios na imanência de uma experiência pura, onde nossa precária posição – humana – nunca está fora e, pelo contrário, vacilante, varia, se esgota, se desmorona, se transforma, se faz matéria aberta de, e para o mundo, se faz material de mundos porvir. Este foi o intuito que tivemos ao propor as Imediações Aberrantes, todo um delírio movente de razões trashumantes, um experimento em estar junto, em abrir os corpos para o cosmos, em nos tornarmos guardiões do acontecimento, em fazer do qualquer-um, um operador anônimo que intensifica e abre feixes de vida. O mundo como uma cosmogênese constante, como uma ecologia radical onde o humano não é mais do que um catalisador de fluxos energéticos impessoais. Ecologias que se fazem radicais pois saturam todos os poros, pois fazem dos corpos puros estados de possessão, puros canais para escritas de mundo. Leia Mais…

 
LABORATÓRIO ATELIÊ

LIVROS

copiacapa