Ensaios Visuais
Exu Caveira: na encruza da Universidade | Hannyn Barbara Alves Garcia, Natalia Francisca Pereira Franco e Caroline Barroncas de Oliveira
Encontramos a Universidade em uma encruzilhada, propondo uma lavagem da palavra. Então, em conjunto com Exu Caveira, reunimos imagens que conversam e desestabilizam a vaidade da Universidade. A palavra, que já foi caminho, lugar de circulação e legitimidades, em sua potência cósmica, sente os acontecimentos nos poros do osso.
Sonh(ar)-Exu em movimentos: educações matemáticas amazônicas em devir-fabulação | Guilherme Araújo Soares
A poesia ‘Sonh(ar)-Exu em movimentos: educações matemáticas amazônicas em devir-fabulação’ propõe um olhar performático sobre o ensino da matemática a partir da figura de Exu e da corporeidade. O movimento transforma a sala de aula em encruzilhada, onde o aprender acontece nos gestos, nos passos e nas pausas, convertendo o corpo em diagrama vivo. A matemática se reinventa no movimento, na transgressão e na improvisação: passos medem distâncias, giros desenham ângulos, respirações marcam o tempo. O acontecimento aparece como método de invenção, onde a surpresa e o inesperado se tornam currículos. Assim, a poesia desloca a matemática do papel para a pele, do caderno para o chão, traduzindo o abstrato em experiência sensível, múltipla e criativa, em sintonia com a potência de Exu como tradutor e transgressor.
