ANO 04 - N10 - "Cosmopolíticas da imagem" ISSN 2359-4705

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Yoga como cosmopolítica na criação de imagens-potência


 

Pedro Azalim[1]

Waldir Ramos Neto[2]

 

Introdução – Yoga como ferramenta de transformação da sociedade

 

Este artigo relata experiências de práticas de Shivam Yoga com intuito de integrar sujeitos ao espaço em que habitam, (sentido cosmopolítico – interseção entre os elementos formadores da paisagem e relações sociais). Observamos os modos como as pessoas percebem os lugares, suas experiências e vivências relativas ao espaço, suas interrelações e relações com os edifícios e a cidade (tanto em nível físico quanto imaterial). O Yoga possibilita integração e complementação da mente com o corpo, do Ser Humano com o Cosmo. Trazendo o corpo para um primeiro plano, com o desenvolvimento da consciência, inspira uma transformação da sociedade e dos espaços.

Trouxemos a prática de Yoga como uma cosmopolítica, no sentido de que a medida que os seres integram-se com sua própria consciência, integram-se também com outras consciências e com o mundo, definindo melhor demandas comunitárias/sociais e pontos que necessitam transformação, seja individual, seja urbana. Os indivíduos manifestam seus desejos e possibilitam transformações de acordo com suas necessidades, expressas em sua relação com o espaço/tempo (assim como o espaço também influencia a forma do indivíduo observar o mundo). Lima e Kozel (2009, p. 228) discorrem:

O ser humano é complexo. Um ser que visa objetos e objetivos. Está no espaço e constrói os lugares. Realiza sua existência sobre ele. É previsível e imprevisível e só ele pode tomar as rédeas de seu destino e decidir o seu futuro, de como quer viver seu espaço […]

 

Filósofos como Nietszche e Deleuze entendem o desejo como positividade. Essa afirmação da vida, dos desejos, almeja um pensamento que sane dicotomias e representações que engessam o pensamento. O trabalho desses pensadores é inspiração para outros pensadores como Isabelle Stengers e Bruno Latour desenvolverem conceitos como o de Cosmopolítica que visa sanar as dicotomias entre sociedade e natureza, através da integração entre diferentes esferas, desestabilização e ressignificação de categorias fixas. A filosofia em que se baseia o Shivam Yoga resgata modos de viver e pensar de civilizações antigas, como os povos chamados dravidianos, e é alinhada com essa filosofia de afirmação da vida. Segundo Arnaldo de Almeida:

[…] nós, do Shivam Yoga, percorremos um caminho de afirmação. Assim, na Senda do Shivam Yoga, buscamos afirmar todas as nossas instâncias, afirmando, de forma consciente e responsável, nosso eu, nosso ego, nosso mundo sensorial e, inclusive, nossa vida material e sexual. É através dessa via afirmativa que podemos vivenciar o mundo de forma consciente, prazerosa e feliz, […] (ALMEIDA, 2007).

 

As bases do Yoga, firmadas na filosofia de afirmação, estão direcionadas para propiciar ao indivíduo um processo de união com ele mesmo, com a Natureza e com o Cosmo. “O yoga é considerado benéfico e/ou promissor como técnica para aliviar dor e o estresse, aumentar a autoestima, favorecer o autocuidado, a promoção da saúde, a qualidade de vida e a cura (BARROS, 2014).” O contato com o Yoga, em níveis mais profundos e conscientes, leva o indivíduo à transformação interna. Suas perspectivas se transformam, seu corpo muda, seu estar no mundo é mais qualitativo, sua fala, sua voz, sua beleza são outros, sua vida muda (ALMEIDA, 2007). Gradativamente, o indivíduo vai despertando em si uma força que o impulsiona rumo a mudanças significativas de si mesmo, das pessoas e seres à sua volta, levando-o, ainda, a ter uma maior consciência planetária, cósmica e do local onde está inserido.

 

1- Aproximações de uma visão cosmopolítica

O que é Cosmopolítica? Conceito desenvolvido pela filósofa belga Isabelle Stengers e posteriormente revisitado pelo sociólogo da ciência francês Bruno Latour, cosmopolítica se propõe a ser um modo de estar no mundo que segue um sentido integralizador, buscando sanar dicotomias sociedade/natureza, desestabilizando as categorias de cosmopolitismo (a Ciência se propõe a ser um conhecimento universal, cosmopolita, amplamente testado e verificado, aplicável a diversas situações. Mas seria essa Ciência com C maiúsculo realmente universal? Seria o único modo correto de se fazer ciência ou o que se reconhece é apenas uma ciência hegemônica, limitada ao reconhecimento de determinados meios detentores de poder? A ciência produzida pelos países do Norte, de um modo geral, acaba sendo reconhecida como uma ciência universal, mas não seria melhor falarmos em ciências ao invés de Ciência?), cosmos e mesmo política – como algo além da mera relação entre seres humanos, considerando também outros seres e os espaços que habitam.

Segundo Bruno Latour:

Stengers pretende com o uso que ela dá a cosmopolítica, alterar o significado de “pertencer” ou “pertencimento”. Ela reinventou a palavra a representando como uma composição do forte significado de cosmos e o forte significado de política, precisamente porque o significado usual da palavra cosmopolita supunha uma certa teoria da ciência que é agora disputada. Para ela, a força de um elemento verifica qualquer entorpecimento na força de outro. A presença de cosmos em cosmopolítica resiste á tendência de política significar um toma lá dá cá em um clube exclusivamente humano. A presença de política em cosmopolítica resiste à tendência de cosmos significar uma lista finita de entidades que devem ser levadas em consideração.

Yoga não é somente uma atividade física, mas um estilo de vida que associa atividades físicas, modos de se viver e estar no mundo. Segundo Almeida (2007 p. 7), os Yamas (princípios) dizem respeito às relações que o indivíduo deve estabelecer com o mundo exterior. Esses preceitos são: a prática da não-violência, a prática da verdade, a prática de buscar seu progresso sem destruir o progresso do outro ou da natureza, a prática de se buscar a realização na vida de forma harmoniosa e a prática de se utilizar a energia da sexualidade  de forma consciente. Assim,  quando praticamos esses yamas, estando imersos nessas práticas, passamos a compreender e a significar o espaço de novas maneiras. Através da prática da não-violência, projetam-se espaços ao mesmo tempo seguros e confortáveis, a prática de buscar a realização na vida de forma harmoniosa nos faz pensar em espaços projetados para que ocorram menos conflitos.

Latour (2004, p. 254) ao examinar o sentido que o sociólogo polonês Ulrich Beck dava ao termo cosmopolítica, chega ao entendimento que o termo trata de uma política que perpassa os limites imaginários dos Estados-Nações, “[…] a palavra significa cultura, visão de mundo, qualquer horizonte maior do que aquele do de uma nação-estado.” O Yoga é uma filosofia que tem origem milenar na Índia, mas que se difundiu por todo o planeta Terra, sendo também um fio que interliga vidas independentemente dos Estados Nações em que estejam.

Seres humanos são únicos, singulares. Cada existência com suas peculiaridades, mas carregando traços em comum, habitando espaços comuns. Para Agamben (1990), singularidades agrupadas em determinadas comunidades precisam traçar pontos comuns para chegar a representações, identidades que poderão atuar como bandeiras políticas, que então poderão dialogar com o Estado para alcançar demandas. “Mas que singularidades constituem uma comunidade sem reivindicar uma identidade, que os homens co-pertençam sem uma condição de pertencimento representável (mesmo sob a forma de um simples pressuposto) constitui o que o Estado não pode tolerar em nenhum caso” (p.89). Percebemos com tal constatação, que se o Estado não pode tolerar manifestações de singularidade e necessita de identidades e representações sociais para lidar minimamente com demandas humanas, este está ainda  longe  de pensar plenamente em  termos de Cosmopolítica. Mas a visão cosmopolítica pode ser adotada em outras instâncias – como posturas pessoais ou de comunidades pequenas – e tentativas de diálogo para com um Estado maior, no sentido de expansão das políticas para além dos conflitos e necessidades humanas, pode (e deve?) ser feito.

Apontamentos metodológicos

1 – Mundialização fenomenológica do cotidiano

Nos apropriamos de abordagens fenomenológicas e cartográficas para inspirar este estudo. Conexão com experiências dos praticantes de Shivam Yoga em sua inserção no espaço sendo nós, autores do artigo sujectos (KASTRUP, 2009) que estão imersos na pesquisa, sem ponto de partida ou chegada, não como sujeitos que observam um objeto a parte, mas como sujectos – personagens que simultaneamente são constituídos e constituem seu objeto de pesquisa. O fenômeno do cotidiano é carregado de expressões das formas de vida presentes no espaço físico, e essas formas podem se modificar a cada momento.

Não optamos pelo uso da palavra globalização, por ser carregada de significados dúbios: ao mesmo tempo em que globalização se refere a conhecimentos e tecnologias que estão em todo o mundo, pode ser entendido também em um sentido de hegemonia, como uma cultura dominante que se sobrepõe sobre as demais. Nesse texto nos referimos a indivíduos que se auto-conhecem e a partir disso se projetam e se integram com e no mundo, assim adotaremos aqui a palavra mundialização – inter-relação dos fenômenos de natureza política, econômica, tecnológica e cultural dos diversos países do mundo, independentemente das suas fronteiras e diferenças linguísticas, étnicas e outras (DICIONÁRIO INFOPEDIA, 2017)

A contemporaneidade se expressa na mundialização do cotidiano – cada nova postura corporal descoberta leva a um novo modo de pensar no qual o sujeito está no mundo criativa e coletivamente, com este tempo acumulado sobre a dinâmica do corpoespaçotempo, (NASCIMENTO, 2016) na qual tudo está conectado.

O método fenomenológico de pesquisa se orienta a partir das experiências e vivências do sujeito no mundo e de suas condições singulares e se pauta nos fenômenos de interação desses sujeitos com o mundo, fenômenos que se constituem a partir de sensações que encontram no corpo sua origem e centralidade. Para Merleau-Ponty (2006, p. 122):

O corpo é o veículo do ser no mundo […]Se é verdade que tenho consciência do meu corpo através do mundo,  que ele é, no centro do mundo, o termo não percebido para qual todos os objetos voltam sua face, é verdade pela mesma razão que meu corpo é o pivô do mundo: sei que os objetos tem várias faces porque eu poderia fazer a volta em torno deles, e nesse sentido tenho consciência do mundo por meio de meu corpo.

 

Corpos individuais compõem corpos sociais e políticos, que por sua vez compõem o corpo da cidade. Desequilíbrios e desarmonias em um desses corpos refletem desequilíbrios e desarmonias nos demais. É interessante pensar a cidade buscando harmonizar o cotidiano e a vida urbana, por meio da valorização da importância dos corpos em todos seus níveis: energético, mental, intuicional e espiritual, social, político e etc. Com a incorporação desses aspectos à realidade social e absorção dos saberes locais e comunitários, as políticas, gestão e atuação estarão mais integradas e revolucionarão as maneiras de pensar e habitar as cidades.

Nascimento (2001), assumindo um sentido de corporeidade em suas análises, considera que todas as camadas constituintes de um corpo estão em profunda relação de integração com o espaço que ocupa em uma única unidade multidimensional. “Há, portanto um olhar parcial que se deseja amplo, já que não total, e uma tentativa multidimensional, onde corpoespaçotempo remete a um sistema dinâmico, móvel e movente, assim como o corpo”. (NASCIMENTO, 2011, p. 01) Analisando por este prisma, a cidade é o reflexo da dinâmica dos corpos dos cidadãos, expressa sobre os valores subjetivos relacionados aos processos mentais.

E o corpo é o elemento fundamental e de ligação para essa integração da psique com o mundo. Práticas corporais como o yoga notoriamente tem efeitos positivos nessa integração de si consigo mesmo e com o meio habitado. Nascimento (2011) situa o corpo como um elo de ligação entre diversas dimensões da realidade: “Outra questão pertinente em relação à temática aqui proposta diz da escala do corpo. Um corpo nunca é apenas sozinho, vive sob condições conjunturais, físicas, espaciais, estruturais, e também territoriais” (NASCIMENTO, 2011, p. 04).

Tivemos a experiência de trabalhar a consciência corporal através de algumas práticas de Shivam Yoga com estudantes do ensino fundamental de uma escola pública de São João del Rei – MG. Nessa experimentação, o espaço da sala de aula é ressignificado, não mais hierarquizado em fileiras onde o professor fala e alunos escutam, mas um único espaço coletivo onde todos juntos aprenderam alguns asanas (posições psicofísicas).

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Figura 1 – Aula experimental com Ensino Fundamental na Escola Tomé Portes Del Rei em São

João Del Rei- MG. Fonte: Arquivo Pedro Azalim

A cidade: urbanificação e representações ou planejamento participativo e imagens

Potência?

A expansão urbana pode ser desenfreada e tóxica ou um plano sustentável inventado com Imagens-Potência – um planejamento que possibilite uma expansão urbana saudável que respeite simultaneamente os seres humanos ocupantes e o meio ambiente. Espaços projetados para propiciar o encontro com o Cosmo, espaços projetados para todos encontros. Sonoridades, vidas, caminhos…

Ashram é o nome dado às escolas de Yoga. Imagem projetada dentro de uma visão cosmopolítica, com intuito de integrar as práticas corporais/filosóficas humanas com o espaço e com outras formas de vida, visando não apenas o conforto humano, mas de todos os seres que nesse espaço habitam. Uma construção aberta, projetada para abrigar pessoas e árvores, com cursos d’água que abrem a possibilidade de criação de peixes e outras culturas animais e vegetais. Nestas escolas, por meio das práticas corporais que propiciam saúde, auto-conhecimento e integração com o Cosmos abre-se a consciência para re-experimentar o espaço, levando em consideração o fluir da vida e deixando de lado a exclusividade de suprir necessidades humanas e a visão da construção com enfoque capitalista. A Yoga permite uma outra experiência de espaço e a projeção dessa escola (Ashram) reflete a completude dessa nova experiência. A acústica traz uma sonoridade que ressoa com a vibração do Om emitido por múltiplas vozes. Espaços abertos para circulação do ar, prana (bioenergia). O quanto o som do barulho da água na fonte é capaz de nos interiorizar?

 

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Figura 2 – Projeção cosmopolítica sobre o espaço – o Ashram (escola de yoga, espaço de integração com o Cosmo, imagem-potência)

 

Esse projeto da escola de yoga (Ashram) é a materialização de um estudo realizado na graduação do co-autor Pedro Azalim e foi pensado para um terreno de propriedade do Mestre Arnaldo de Almeida localizado na cidade de Khajuharo na Índia. As construções projetadas estabelecem um diálogo com a natureza quando o paisagismo do entorno e entre as edificações conduz os indivíduos ao salão de práticas. Nesse movimento, a relação entre ambiente construído e natural é uma linha tênue que conecta os usuários à sua própria consciência e a esse espaço onde elementos naturais e construtivos fundem-se. O portal de bambu funciona como um elo de ligação entre o espaço exterior e interior, dialogando com um sentido cosmopolítico (pensamento que visa sanar dicotomias sociedade/natureza). Nessa construção existem várias possibilidades de adaptação, de acordo com as necessidades dos usuários, alterando os espaços para atender melhor aos seus objetivos.

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Figura 3 – Ashram (escola de yoga) – Transição do ambiente externo para o interno. Fonte: Renderização no software Lumion.

 

Um arquiteto preocupado com a integração das especificidades e identidades humanas e com a preservação ambiental e sustentabilidade dos espaços, retoma o foco primordial da vida, o próprio indivíduo e todo o ambiente que o complementa mais do que um planejamento orientado pelo capital. Ao analisar a cidade e seus elementos constituintes, os planos e planejamentos refletidos no atual contexto e modos os quais ela é vivenciada nos instigam a experimentar planejar uma cidade a partir de um pensamento sem imagem. Proposição de imagens-potência com novos projetos que se libertem de um velho modo estratificado de pensar, com suas certezas e repetições que quando reproduzidas irrefreadamente culminam em grandes processos de urbanificação, prejuízos, acidentes  e  severos impactos  ambientais.  Esses  estudos  que  seguem  um  sentido  de centralidade em diferentes escalas, pensam na distribuição entre espaços públicos e privados e na integração da sustentabilidade com conforto, têm como objetivo evitar e combater o fenômeno da urbanificação – termo apontado por Choay (2007), como sendo a expansão urbana sem o planejamento, na qual cada casa em sua estrutura individual vai expandindo sem uma conversa com o todo, demonstrando a falta de integração entre as partes para formação do todo.

Diria Deleuze (2006):

Nesse sentido, o pensamento conceitual filosófico tem como pressuposto implícito uma Imagem do pensamento, pré-filosófica e natural, tirada do elemento puro do senso comum. Segundo esta imagem, o pensamento está em afinidade com o verdadeiro, possui formalmente o verdadeiro, e quer materialmente o verdadeiro. E é sobre esta imagem que cada um sabe, que se presume que cada um saiba o que significa pensar (p. 131).

A potência do pensamento sem imagem é inovadora, considera os arquétipos e representações que estão atrelados à Imagem do pensamento, mas não se prende a ela como se fosse a verdade última. A meditação é um modo de buscar tirar essa Imagem do pensamento e buscar chegar ao pensamento sem imagem de onde se acessa potência criativa. De onde pode-se criar Imagens-Potência. Conexões. Concordamos com o que aponta Rosa (2011, p.1)

Conseguindo abstrair a cidade em sua forma primordial, enxergando as potencialidades existentes em cada espaço, possibilitando visualizar as melhorias em cada instância. A criação de espaços urbanos mais orgânicos e salutares pode começar a partir de pequenas iniciativas, pequenas bolhas experimentais de sustentabilidade. Nas palavras de Rosa, um “[…] microplanejamento, práticas urbanas criativas é um projeto de interesse público que tem como objetivo produzir conhecimento (ROSA, 2011 p 14).” Buscando, através desse entendimento de território como o espaço decorrente de experimentações e transformações constantes, caminhar por trilhas ainda não percorridas para chegar a lugares novos em relação aos planos, planejamentos e afins, para que possam estar integrados com a realidade social vivenciada.

O tempo é um agente transformador através do qual a expressão da corporeidade de sujeitos participantes em um processo de construção de uma cidade pode despertar no sentido de novas e interessantes configurações. “O espaço considerado simultaneamente como lugar e como território, por pertencimento a uma mesma família de conceitos ao ser conjugado com o tempo traz à tona tanto a dimensão do temporal, quanto da temporalidade (permanente e também transitória). (NASCIMENTO, 2011, p. 01)” Temporalidade tornando a sociedade líquida, fazendo e refazendo relações e funções, desterritorializando e reterritorializando espaços e sentidos de urbanidade constantemente.

 

Bibliografia

AGAMBEN, Giorgio: La communauté qui vient: théorie de la singularité quelconque. Paris, Seuil, 1990

ALMEIDA, Arnaldo – Shivam Yoga, Autoconhecimento e despertar da consciência – São Paulo: Casa Editorial Lemos: 2007

BARROS, Filice et al – Yoga e promoção da saúde – Ciência e Saúde Coletiva vol. 19 num. 4 pp. 1305-1314 Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Rio de Janeiro-RJ, 2014

CHOAY, Françoise. O urbanismo : utopias e realidades, uma antologia Françoise Choay ; [tradução Dafne Nascimento Rodrigues]– (Estudos ; 67 / dirigida por J. Guinsburg). São Paulo : Perspectiva. 2007

DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição – Rio de Janeiro – RJ Ed. Graal, 2006

KASTRUP, Virgínia; PASSOS, Eduardo; ESCÓSSIA, Liliana – Pistas do método da cartografia

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LATOUR, Bruno – Whose cosmos, which politics? Comments on The Peace Terms of Ulrich Beck – Symposium Talking Peace with Gods, part 1 – Common Knowledge 10:3 Duke University Press, 2004

LIMA, Angélica Macedo Lozano, KOZEL, Salete. Lugar e mapa mental: uma análise possível.

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LYNCH, Kevin – A imagem da cidade / Kevin Lynch ; tradução: Jefferson Luiz Camargo, – 3ª. ed. (Coleção Cidades)- São Paulo; Editora WMF Martins Fontes, 2011

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Sites

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Recebido em: 15/10/2017

Aceito em: 15/11/2017


[1] Graduando em Arquitetura e Urbanismo pela UFSJ.

[2] Mestre em Educação pela UFSJ.

 

 

Yoga como cosmopolítica na criação de imagens-potência

 

RESUMO: Esse artigo é um relato de experiência da prática de Shivam Yoga com um sentido cosmopolítico,ampliador da consciência que afeta o modo como as pessoas percebem os lugares, suas experiências e vivências relativas ao espaço. Buscando entender a relação entre o indivíduo, edifícios e cidade e a integração entre corpo e mente, e sua projeção sobre o espaço, trouxemos o projeto da construção de uma escola de Yoga (Ashram) como um estudo de caso de uma possível expressão dessa integração Ser Humano-Cosmos traduzida em um espaço físico.

PALAVRAS-CHAVE : Yoga. Cosmopolítica. Espaços.


Yoga as cosmopolitics in the creation of image-power in the space

ABSTRACT: This article is a experience report of Shivam Yoga practise in a cosmopolitic sense, consciousness amplifier which affects the way people perceive the places, their experiences and backgrounds relative to space. Seeking to understand the relation between individual, buildings and city and the integration between body and mind, and its projection over the space, we brought the Yoga School (Ashram) construction project as a case study of a possible expression of this integration Human-Being – Cosmos translated in a physical space.

KEYWORDS: Yoga. Cosmopolitics. Spaces.


AZALIM, Pedro; RAMOS NETO, Waldir. Yoga como cosmopolítica na criação de imagens-potência. ClimaCom – Cosmopolíticas da Imagem [online], Campinas, ano.4, n.10, Nov. 2017. Available from: http://climacom.mudancasclimaticas.net.br/?p=7901