ISSN 2359-4705

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Estação experimental

Título: Estação experimental


Resumo: Rede de intrigas. Rede Internet. Um emaranhado de ações e reações de corpos que nos tomam em suas obsessões por fazer funcionar a fixação de uma linearidade do tempo passado, presente e futuro, por desejarem conter a vida em dados, fotos e fatos, que insistem em representar o desastre e, assim, garantir a circulação de um conjunto de significações dominantes que dizem sobre o tempo, sobre a vida. Papel-guerra. Em disputa constante pela verdadeira descrição, pelo fiel testemunho, pelo cenário real do qual participam ciências, artes e mídias as mais diversas. O que pode uma rede de divulgação científica das mudanças climáticas? O que pode uma rede dentro de outra rede, a Rede Clima? Perguntas que nos movimentaram na criação de uma vídeo-instalação no Museu da Imagem e do Som (MIS) em Campinas em abril de 2014. Uma “Estação experimental” de divulgação científica, na qual o público foi convidado a rasgar, amassar, raspar, costurar, colar, fotografar, filmar, escrever, ler… um cenário repleto de clichês que compõem as mudanças climáticas nos papéis (jornal-revista-TVcinema-literatura) Camadas e camadas de imagens, palavras, sons, significações, ordens, instruções e operações que foram feridas, rompidas, esburacadas, perfuradas, aranhadas. Foram oferecidos trechos de obras literárias e filosóficas que eram lidos pelo público durante as filmagens. Num computador, as filmagens foram gravadas e reprojetadas abaixo do cenário de clichês e num tabuleiro de uma cidade esvaziada, feita de figuras frequentes na divulgação das mudanças climáticas, extraídas, entretanto, de seus conteúdos: chaminés de fábricas, carros, pessoas, nuvens… As filmagens dos gestos projetados compunham dois cenários cujas forças convocadas eram, ao mesmo tempo, das mudanças climáticas num cenário no papel, preso às paixões e ações dos corpos, às moralidades, fixado ao tempo presente e marcado pela vontade de captura do passado e do futuro; e das mudanças climáticas num cenário de papel, em que imagens, palavras e sons escapavam num constante movimento, numa dança delicada de sombras e cores anônimas, de vozes e ruídos precários. Entre os dois cenários da videoinstalação este vídeo

Ficha Técnica

Coordenação e direção: Susana Oliveira Dias e Carolina Cantarino Rodrigues.

Roteiro: Susana Dias, Carolina Cantarino e Michele Gonçalves.

Montagem: Tainá de Luccas

Projetos: “Mudanças climáticas em experimentações interativas: comunicação e cultura científica” (CNPq).

Grupo de pesquisa: multiTÃO: prolifer-artes subvertendo ciências, educações e comunicações (CNPq).