Como nascem as nuvens | Mônica Ulysséa e Fabíola Fonseca

Título: Como nascem as nuvens

Este é um trabalho em desassossego, uma criação poética e visual sobre como nascem as nuvens dentro de uma coleção científica. Essas nuvens que se formam e que testemunham as fotografias dão contornos as nossas inexoráveis inquietações, sobretudo diante do crescente negacionismo científico e de uma pandemia que assombram o mundo que experimentamos e temos criado para nós. Caminhamos pela arte para criar uma narrativa poética e mostrar essas nuvens que são hifas de fungos crescendo, contaminando e consumindo os exemplares de uma coleção científica. O processo de reconhecer uma espécie como nova só é válido para a comunidade científica se sua descrição for publicada em uma revista científica com a caracterização da sua morfologia, cor, tamanho e quaisquer particularidades que saltam aos olhos. Então a espécie nova recebe um nome e um exemplar tipo ou alguns exemplares tipos são associados a ela. Assim a ciência vai acontecendo, catalogando o que é encontrado, disponibilizando para a comunidade. Reconhecer essa biodiversidade passa também por reconhecer a importância dos museus, das coleções científicas, do trabalho dos taxonomistas empenhados em compor um mapa com essas pequenas miudezas que são arrancadas do mundo para compor o que nós, na biologia, chamamos de espécie e que nós, na arte, chamamos de nuvens.

 


Como nascem as nuvens (2021)
Técnica: fotografia digital
Autoras: Mônica Ulysséa, Fabíola Fonseca
Financiamento: FAPESP, FUNCAP-CE
Brasil, 2021

 

 


ULYSSÉA, Mônica; FONSECA, Fabíola. Como nascem as nuvens. ClimaCom – ClimaCom – Diante dos negacionismos [online], Campinas,  ano 8, n. 21. dezembro 2021. Available from: http://climacom.mudancasclimaticas.net.br/como-nascem-as-nuvens/


 

SEÇÃO ARTE | DIANTE DOS NEGACIONISMOS | Ano 8, n. 21, 2021

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