Caminantes | Anike Laurita

Título | Caminantes

Esse exercício plástico e poético é uma tentativa de reflexão sobre o crescente aumento de refugiados climáticos no mundo, enquanto proporcionalmente, possuímos cada vez menos refúgios. Orientada pelos pensamentos de Donna Haraway e Isabelle Stengers, construo essas paisagens moventes, que acolhem personagens retirantes, errantes em sua busca por um refúgio, por asilo, por um lugar seguro. Assim como, em breve, o espaço ao seu redor, desfragmentam-se, estão frágeis, enfeitiçadas, submetidas à intrusão de Gaia, são trabalhadores, mulheres, camponeses, são sobreviventes que não compactuam com o jogo, aqueles que mais padecem. A natureza escassa ao seu redor e as inevitáveis linhas de fuga, que se entrecruzam, nos fazem perguntar: diante de tempos de catástrofes, é possível construir novos refúgios? A narração é composta, em sequência, pela definição da palavra Refúgio no dicionário Oxford, pela frase proferida por Donna Haraway em seu texto “Antropoceno, Capitaloceno, Plantationoceno, Chthuluceno: fazendo parentes.” , traduzido por Susana Dias, Mara Verônica e Ana Godoy, um trecho de uma entrevista de Mia couto encontrado em: https://diplomatique.org.br/a-guerra-na-vida-dos-sobreviventes-dissidentes-e-residentes/ e um trecho da poesia “Agricultura” da poetisa Raquel Jodorowsky, originalmente escrita em espanhol e traduzida por mim.

 

Ficha Técnica |

Cianotipia, aquarela, tinta china e linhas de algodão

2022

 

Artista | Anike Laurita

FE/Unicamp

anikelaurita@gmail.com

11 983475793

 

LAURITA, Anike. Caminantes. ClimaCom. Esse lugar, que não e meu? [online],  Campinas,  ano 9, n. 22. maio, 2022. Available from: http://climacom.mudancasclimaticas.net.br/caminantes-anike/


SEÇÃO ARTE | ESSE LUGAR, QUE NÃO É MEU? | Ano 9, n. 22, 2022

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