CHAMADA PARA PUBLICAÇÕES: Dossiê “Interdisciplinaridade” 

CONVOCATORIA PARA PUBLICACIONES: Dossier “Interdisciplina”

Editora: Bianca Vienni Baptista (Universidad de la República Uruguay/ Leuphana University of Lüneburg)

A revista ClimaCom convida à submissão de artigos, ensaios, resenhas e produções artísticas e culturais para o seu décimo terceiro dossiê, a ser publicado no dia 15 de dezembro de 2018.

É possível que a interdisciplinaridade se coloque à disposição do desenvolvimento? É razoável que um esforço como o trabalho interdisciplinar – que implica mudanças nos aspectos institucionais, culturais, políticos e educacionais – objetive resolver os problemas enfrentados pelo desenvolvimento? Com que propósito seria apropriado para a interdisciplinaridade enfrentar essa tarefa?

Embora exista uma ampla literatura científica dedicada a pensar a especificidade da interdisciplinaridade sob diferentes ângulos, vale a pena perguntar se isso levou a uma fundamentação mais substantiva de tal prática na América Latina.

O que parece acontecer é que ainda falta uma reflexão que integre o contexto da produção de conhecimento interdisciplinar com as características de nossos países. Valeria a pena uma breve pesquisa para observar se o desenvolvimento dos temas e reflexões em torno da interdisciplinaridade é diversificada no continente. Com quais objetivos se busca alcançar uma prática mais interdisciplinar?

Propomos a seguinte resposta: (i) a interdisciplinaridade pode responder aos problemas de desenvolvimento pois em sua definição contém a premissa de enfrentar problemas multidimensionais e não estruturados; e (ii) buscar responder aos problemas de desenvolvimento implica pensar no contexto no qual fazemos ciência e, especificamente, praticamos a interdisciplinaridade.

A pergunta que nos guia pode então ser enunciada da seguinte maneira: a produção de conhecimento interdisciplinar – ou transdisciplinar – pode melhorar o funcionamento da ciência ao:

1. incorporar novos modos de conhecimento?

2. construir uma sociedade mais democrática?

3. atender às demandas sociais?

Pode-se partir de definições amplas ou restritas de interdisciplinaridade. Mas nem tudo é interdisciplinar, nem a interdisciplinaridade serve para tudo. Neste jogo de palavras, há uma certa verdade: a interdisciplinaridade requer rigor científico e nem todos os problemas exigem uma abordagem interdisciplinar. Também porque os contextos em que praticamos a interdisciplinaridade são diversos, às vezes os chamamos de periféricos, outras vezes são interstícios entre diferentes áreas de pesquisa e/ou criação artística.

Taxonomizar essas práticas requer conceitos e critérios que tornem as categorias mais flexíveis, isto é, que possam ser transformadas do mesmo modo como os resultados ou as produções são modificadas dentro de um projeto interdisciplinar.

O que nos perguntamos e resulta no foco desta Chamada para a ClimaCom é qual é a especificidade da interdisciplinaridade em diferentes âmbitos na América Latina. Repetimos: com que objetivo busca-se uma prática mais interdisciplinar?

Desde nossa perspectiva, diríamos que essas práticas e novos modos de pensar podem guiar a resolução dos problemas de desenvolvimento, entendidos no âmbito dos países da América Latina. O desenvolvimento definido como a melhoria da qualidade da vida material e espiritual das pessoas, consideradas como agentes e não como pacientes, como propõe Amartya Sen. Pensar em termos de (auto) desenvolvimento sustentável, no qual a auto-sustentabilidade do processo relaciona-se com o ambiental, com o conhecimento necessário para enfrentar os múltiplos problemas que afetam os seres humanos e, ainda, com as condições sociais.

Podemos modificar as periferias e os regionalismos fazendo uso de práticas interdisciplinares? Como superar a fragmentação de visões em torno do desenvolvimento? Como podemos descentralizar as periferias nas quais produzimos conhecimento acadêmico?

Tendo essa definição em mente, parece possível fazer a seguinte questão: a interdisciplinaridade é então um regionalismo emergente, em ascendência? Embora ainda existam países em nosso continente que não possuem políticas públicas que mencionem expressamente a interdisciplinaridade como elemento central, existem outros que o fazem, como o Uruguai e a Argentina, por exemplo. Seguindo essa linha de reflexão, a interdisciplinaridade como política: (i) envolve um certo nível de autoridade nacional (universidades latino-americanas como exemplo), (ii) designa uma região geográfica, que ainda não é explícita como tal, mas que abarca a Argentina, passando pelo Caribe e integrando os Estados Unidos como centros que promovem a produção de conhecimento interdisciplinar e (iii) se referem a uma política educacional no Ensino Superior, exemplos do que procuramos integrar neste número de ClimaCom.

Com essa Chamada, buscamos estimular a reflexão daqueles que têm trabalhado a temática interdisciplinar em busca de respostas para o desenvolvimento, a partir de estudos de caso concretos e específicos. Queremos repensar os conflitos e as dificuldades que isto implica, valorizando a experiência desenvolvida em cada contexto, periferia ou interstício.

Essa modesta tentativa reabre a discussão em um âmbito onde as definições e conceitualizações importam e determinam as ações concretas. A reflexão sobre a prática não deixa de ser uma área onde as disciplinas, as artes, o conhecimento podem ser reposicionados e retomar as considerações sobre como fazer ciência.

Os artigos, ensaios, resenhas e produções artísticas e culturais devem ser adequados às normas para publicação e enviados à Comissão Editorial até o dia 15 de outubro de 2018 por meio eletrônico para climacom@unicamp.br, ou por correio, para o endereço a seguir:

Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor)

Universidade Estadual de Campinas – Unicamp

Rua Seis de Agosto, 50 – Reitoria V, 3º piso

CEP:13.083-873 Campinas, SP, Brasil

ClimaCom – NORMAS PARA A PUBLICAÇÃO

SEÇÃO PESQUISA

SUBMISSÃO DE ARTIGOS, ENSAIOS E RESENHAS

A Revista ClimaCom recebe artigos, ensaios e resenhas originais para publicação nos Dossiês para os quais faz chamadas temáticas, e também recebe artigos, ensaios e resenhas originais em fluxo contínuo.

As contribuições são avaliadas pela Comissão Editorial e por pareceristas ad hoc, por meio de revisão às cegas, reservando-se o direito da Revista de propor modificações com a finalidade de adequar os artigos e demais trabalhos aos seus padrões editoriais.

Os originais submetidos à Revista não podem estar em processo de avaliação simultânea em outra publicação e devem ser inéditos no Brasil, cabendo ao Conselho Editorial avaliar a conveniência de publicar ou não trabalhos já divulgados em outros idiomas por revistas e órgãos editoriais de outros países.

Cabe à Comissão Editorial uma análise preliminar dos originais recebidos, a fim de verificar a conformidade com as linhas editoriais e as normas da Revista, podendo recusá-los ou encaminhá-los, caso aprovados, para processo de avaliação com vistas à sua publicação ou não. Poemas e outras modalidades de produção artístico-literária e iconográfica são também publicados, mas unicamente mediante convite da Comissão Editorial.

É condição para a publicação dos materiais a adequação à linha editorial da revista, o cumprimento das normas e a revisão prévia.

Instruções aos colaboradores:

Apreciação pela Comissão Executiva Editorial

Os trabalhos serão, primeiramente, apreciados pela Comissão Editorial Executiva, que solicitará pareceres aos Consultores ad hoc, que permanecerão anônimos. Os artigos serão encaminhados aos consultores sem identificação. Os autores serão notificados da aceitação ou recusa de seus artigos.

Quando forem indicadas modificações substanciais, o autor será notificado e poderá realizá-las, devolvendo o trabalho reformulado dentro do prazo estabelecido pela Comissão. Antes da publicação dos trabalhos, os pareceres serão enviados aos autores. Caso os autores não levem em consideração os apontamentos e sugestões de correção contidas nos pareceres, o texto não será publicado.

A decisão final acerca da publicação ou não do trabalho caberá sempre a Comissão Editorial Executiva.

ARTIGOS

Serão aceitos artigos inéditos em português, espanhol e inglês com o mínimo de 5 páginas (para as áreas de exatas e biológicas) e 10 páginas (área de humanas) e o máximo de 30 páginas, excluindo as referências finais.

ENSAIOS

Serão aceitos ensaios inéditos em português, espanhol e inglês entre 5 e 15 páginas, excluindo as referências finais. Os ensaios caracterizam-se pela maior liberdade formal na exposição do tema de interesse do autor e de seus argumentos. Seu caráter é o de um exercício do pensamento, mas não desprovido de rigor.

RESENHAS

Serão aceitas resenhas de livros indicados pela Comissão Editorial Executiva em português e espanhol de até 8 páginas, incluindo as referências finais.

FORMATAÇÃO PARA ARTIGOS, ENSAIOS E RESENHAS

Os artigos, ensaios e resenhas deverão obedecer estritamente à formatação apresentada nos respectivos templates (margens, tamanho da folha, espaçamentos, tamanho de fonte, estilos etc.), que trazem também exemplos das normas para citação e referenciação. Os casos não exemplificados deverão ser consultados nos documentos da ABNT linkados abaixo.

Template para artigo ClimaCom

Template para ensaio ClimaCom

Template para resenha crítica de livro ClimaCom

Template para resenha crítica de filme ClimaCom

1) Serão aceitos arquivos somente nos formatos Microsoft Word 97-2003 ou versão superior, Oppen Ofice e RTF.
2)As citações deverão seguir a NBR 10520 – 2002;
3)As referências deverão seguir a NBR 6023 – 2002
4) Para o uso de Figuras ver tópico 5.9 da NBR 14724 – 2011
5) Para os artigos, havendo o uso de Quadro e Tabela devem deve ser consultadas as Normas IBGE completo, ou Normas IBGE simplificado.
6) As únicas expressões latinas que poderão ser usadas no corpo do texto e nas notas ao final, quando necessário, é apud e a abreviatura et al.

Observação: A avaliação dos pareceristas ad hoc será anônima. Por isso, solicitamos que os autores enviem, também, uma versão do trabalho sem identificação de autoria para apreciação dos pareceristas.

SEÇÃO ARTE

SUBMISSÃO DE PRODUÇÕES ARTÍSTICAS E CULTURAIS

Esta seção atua como um espaço expositivo da revista, no qual podem ser publicadas produções artísticas e culturais nas mais diversas modalidades (vídeo, áudio, fotografia, escrita, pintura, desenho, etc.) que possam multiplicar pensamentos em torno das mudanças climáticas na relação com o tema proposto por cada edição da revista.  Também podem ser submetidos registros de produções (instalações, oficinas, exposições, intervenções, etc.), em formato digital para publicação.

A comissão julgadora das produções artísticas e culturais é composta pelo Conselho Editorial e avaliará as submissões com base nas seguintes normas:

1) A Revista ClimaCom é uma publicação eletrônica, por isso TODAS as produções submetidas devem ser convertidas em formato digital (áudio, vídeo ou imagem).

2) As produções devem vir acompanhadas de arquivo PDF, contendo:

  • dados do(s) autor(es) (nome, instituição, e-mail, telefone);

  • título da produção;

  • resumo de no máximo 500 palavras;

  • no caso das produções audiovisuais, deve conter ainda o link em que o arquivo se encontra disponível para avaliação;

  • o FICHA TÉCNICA da produção no arquivo PDF, com as seguintes informações, quando for pertinente ao trabalho: título da obra, autor, diretor, roteirista, editor, coordenador, técnica, fotógrafo/câmera, música original, financiamento, projeto, país de produção, ano de produção.

3) As produções audiovisuais serão analisadas através de endereço eletrônico gerado pelo youtube ou vimeo, e, no caso das produções aceitas para publicação, o arquivo deve ser encaminhado via CD/DVD para o endereço da revista.

4) As produções submetidas em imagem digital devem possuir resolução mínima de 72 dpi, e com 1024 pixels no maior lado da imagem, nos formatos JPEG, GIF ou PNG.

5) O(s) autor(es) poderão submeter até 1 série de imagens, é aconselhado que cada série seja composta de até 10 imagens (se necessário a equipe da revista poderá efetuar alterações na qualidade e tamanho das imagens, para melhor adequação aos parâmetros da revista, após consultar os autores).

6) Caso seja necessário, um representante da revista entrará em contato com os responsáveis pelas obras selecionadas, por e-mail ou telefone, solicitando o envio de cópias autenticadas dos documentos exigidos por lei, tais como licença ou cessão de direitos autorais, autorização das pessoas filmadas para exibição de sua voz e imagem, autorização para uso de fonograma, músicas, obras audiovisuais, fotográficas ou de outros direitos autorais que sejam relacionados com o vídeo inscrito.

7) O produtor é responsável pela utilização de imagens ou músicas de terceiros em seus trabalhos. Todos e quaisquer ônus por problemas de direitos autorais recairão exclusivamente sobre o realizador do trabalho inscrito.

8) As submissões serão realizadas através do e-mail: <climacom@unicamp.br>, até 15 de outubro de 2018. O(s) autor(es) deve(m) encaminhar no e-mail o arquivo PDF com os dados, título, link, resumo e ficha técnica da produção, junto às imagens que compõem a série.