ANO 05 - N11 - "Ecologias Radicais" ISSN 2359-4705

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Ambient-ARTE


Anna Carolina Barcelos Vasconcelos[1]
Priscila Correia Fernandes[2]

 

Não há obra que não indique uma saída para a vida, que não trace um caminho entre as pedras (DELEUZE, 2013, p. 183).

A maioria dos problemas ambientais são tratados, muitas vezes, por vieses que são fabricados por ideologias que determinam formas de tecnologia e progressos a favor de um pensamento que leve as nações rumo ao “desenvolvimento”. Comumente elas são debatidas em nível de capitalismo, indústrias, tecnologias, ou seja, em territórios nos quais as relações de forças são bem visíveis, deixando para lá relações mais invisíveis como a sensibilidade, seja individual ou coletiva.

As formações políticas e as instâncias executivas parecem totalmente incapazes de apreender essa problemática no conjunto de suas implicações. Apesar de estarem começando a tomar uma consciência parcial dos perigos mais evidentes que ameaçam o meio ambiente natural de nossas sociedades, elas geralmente se contentam em abordar o campo dos danos industriais e, ainda assim, unicamente numa perspectiva tecnocrática, ao passo que só uma articulação ético-política — a que chamo ecosofia — entre os três registros ecológicos (o do meio ambiente, o das relações sociais e o da subjetividade humana) é que poderia esclarecer convenientemente tais questões (GUATTARI, 1990, p. 8).

Guattari então acredita numa resposta transversal à crise ecológica proporcionada pela ecosofia, ao considerar elementos como mudanças técnico-científicas em escala planetária, o aumento da densidade populacional e reorientações de objetivos na produção de bens materiais e imateriais operados por uma revolução política social e cultural, que se manifeste não só nas relações de força visíveis, “[…] mas também aos domínios moleculares de sensibilidade, de inteligência e de desejo” (GUATTARI, 1990, p. 8). Um convite a sacudir uma educação ambiental que determina “[…] ambientes que poderíamos apenas conheceCópia de Ambient-ARTE1r entre narrativas e demarcações conceituais” (ANDRADE e SPEGLISH, 2011, p. 128) e talvez, o ambiente e ecologia sob novos olhares. Olhares fugidios da mesmice, banhados na singularidades.

Nesta investigação quisemos produzir olhares durante nossas travessias pela avenida Leite de Castro, e muitas vezes por meio de uma câmera fotográfica, nós congelamos olhares ao sermos afetados por signos biodiversos de uma avenida-cotidiano. Ao longo da investigação, experimentamos potencias ao produzir fotografias, principalmente por que éramos testemunhas e também participantes das coisas que aconteciam. Queríamos materializar momentos, encontros, emitidos singularmente para compor diversidades de ambiente que nos afeta sendo o ato fotográfico mais que uma observação passiva (SONTAG, 2004, p.22). Compor com ambiente ia alem das discussões em sala e de quando passeávamos, era como um rio que recebe diferentes deságues de afluentes ricos em ações, pensamentos, conceitos plurais.

Figura 1- Retalho de uma fotografia produzida pelo nosso grupo de investigação. As próximas figuras virão sem legendas propositalmente, pois não se sabe quem tirou essa ou outra foto.

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Habitar o mundo. Quais mundos podemos inventar sem tantas demarcações? Estabelecer relações de proximidade e familiaridade pelo/com lugar que vivemos. Sentir o ainda insensível. Pintar conexões que não pertencem mais ao mundo dado, mas aos mundos que vivemos e interagimos em tempo real: encontros, acontecimentos… Fabular ambientes: “[…] desejar deslocar essas ideias para pensarmos em imagens, ambientes e educação ambiental. Encontros que só podem ser sentidos, que agitam a alma abrindo-a para o impensável, o imemorial, o insensível” (ANDRADE; SPEGLICH, 2011, p. 127).

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Por aqui, estamos provocados “[…] pela crítica a mito da ciência única e objetiva, pela crítica ao dualismo que opõe homem e natureza, que opõe fazer e pensar, que opõe conhecer e criar” (TREIN, 2008, p. 123). Queremos o pensamento que move, que arrasta em meio a paisagem cotidiana, que cria outros tons de ambientes inventivos.

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Arriscar em linhas de fugas que permitam a coexistência da ciência com as artes[4], fluindo por uma criativização com/sobre ambiente nos encontros do cotidiano. Aguçamos nossos sentidos e nunca ouvimos tanto os barulhos das horas que se desembrulham nos afazeres. Os saberes que se irrompem da experiência do encontro, encontros com signos, um saber tão particular, tão singular que pode se transformar a cada trombada do dia a dia. A vida se emaranhando na eterna novidade do mundo, produzindo uma educação como obra de arte.

A arte é uma prática que compõe paisagens existenciais, cria um território, um locus de vida onde imagens virtuais intensas misturam-se aos vetores da matéria concreta e extensa. Para Deleuze e Guattari, o conceito de território implica o desenvolvimento da arte. (…) Como plano de pensamento, a arte é produção de virtualidades. Material, um território é agenciamento de superfícies terrestres, corpos, água, luzes, calor, atmosfera, velocidades e pensamentos. Corpos complexos, povoados por forças desterritorializadoras e reterritorializadoras, os territórios criam paisagens, imagens de pensamento e sentidos incorporais. Virtuais, os territórios sobrevoam a matéria para realizar nela o pensamento. O território virtual que é povoado pelo que Deleuze e Guattari chamam “afectos e perceptos” constitui o plano da arte. Antes de ser matéria para conceitos ou estabelecer funções dentro de um plano de referências, a arte é o plano de pensamento traçado pelas sensações (ZORDAN, 2005, p. 262).

Cópia de Ambient-ARTE7O trabalho criador, traçado pelas sensações talvez nos livre de muitas de tensões que sempre estão presentes em nosso modo de agir, principalmente quando somos pertencentes a comunidades que frequentemente reproduzem “certos e errados” exclusores de possibilidades. Na criação que se desprende das formas, produzimos “[…] regras facultativas que produzem e existência como obra de arte, regras ao mesmo tempo éticas e estéticas que constituem modos de existência ou estilos de vida” (DELEUZE, 2013, p.127).

 

 

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Figura 2- Desenho de Anna Carolina Barcelos

Sugerimos que, ao abandonar a aprendizagem sobre o ambiente delimitada por narrativas e conceitos do mundo já dado, podemos criar condições de modos de existência com o ambiente nos mundos devires. Deleuze junto a Foucault nos diz de modos de existência implicados na estética e na ética, sendo que esta última “[…] é o conjunto de regras facultativas que avaliam o que fazemos, o que dizemos, em função do modo de existência que isso implica” (DELEUZE, 2013, p. 130). Se vamos habitar territórios existenciais que nos façam agenciar, estender relações de força ao produzir sentidos com o ambiente desejamos a arte como plano que traça linhas de sensações no agenciamento molecular[5] dos territórios. As pistas emitidas pela ecosofia parecem vir ao nosso encontro e fazem soar um trajeto multiplicador de conexões. Acreditamos que esta articulação ético-política propõe um horizonte de ligações fecundas entre as coisas do mundo e a pesquisa, tecendo artefatos em conjunto com processos culturais, coletivos e individuais; em conjunto com a arte que sempre cria mundos…

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Compor com cheiros, contrastes, melodia de cores…  Quando queremos compor o que pode ser um ambiente a partir de uma aprendizagem inventiva aberta aos devires das experimentações, é na produção de expressões artísticas que também encontramos forças para fazer transitar afetos. Tomada como constituidora de modos existenciais, a arte aqui é como vento que abala, e se aproximarmos “[…] o pensamento da educação como obra de arte, as questões relativas aos sujeitos, conhecimentos, aprendizagens e ensino – temáticas que interessam ao campo pedagógico – têm no encontro com as culturas, a sua diferenciação e a sua união” (AMORIM, 2007, p. 4). A arte do encontro de culturas.

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Quando começamos as aulas de Etnobiologia, nos empenhamos em compreender o que seria essa tal de Etno. Uma discussão surge sobre a predominância de uma visão da formação da cultura do povo brasileiro, que diz que 3 grupos se miscigenaram e fizeram a cultura do Brasil. E a professora nos dá pistas: “Na real existe um mosaico. Há saberes tradicionais reproduzidos, resistidos e reinventados. Podemos provar violências culturais, hibridização cultural… A tecnologia também é um ponto importante nas mudanças culturais…Culturas que foram silenciadas e que ainda existem com diversas formas de ser e estar no mundo…. Quais culturas podemos enxergar aqui no Campo das Vertentes? Como podemos compreender as relações entre cultura e diversidade biológica aqui, no lugar onde estamos? ” Muitas ideias brotaram: Quais as relações da estrada de ferro pela qual passa a Maria Fumaça com as pessoas que moram ao redor? Com os biomas? Quais os impactos na região? Quais as relações da Serra de São José com os seres que vivem nas proximidades? Como podemos investigar sobre o conhecimento popular de hortaliças, já que aqui em São João existem muitas pessoas que cultivam hortas?(DC)[6]. E se circularmos aqui mais perto da universidade, podemos tentar perceber a diversidade cultural e biológica na Avenida Leite de Castro. Então a professora faz a proposta de que o trabalho final no curso de Etnobiologia seria sobre diversidade na avenida, permeado por diversos elementos: fotografias, vídeos, textos, poesias… Para essa disciplina, anseia por expandir os olhares para entender que na diversidade de cultura não há uma verdade absoluta, existem modos de se perceber, de ser no mundo. (DC)

Uma linha de fuga compositora da compreensão do diferente, apropriada da arte.

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Ativar diferentes exercícios do pensamento, atormentar a alma e trazer para a voz um formato de pássaro. Andando pela  Leite de Castro, nos deixamos afetar por suas conexões um tanto ordinárias. Um ambiente comum sobrevoado por entremeios de educação. Com o corpo de afetos, atravessamos, paramos, apreciamos, Cópia de Ambient-ARTE15enfocamos e batemos uma fotografia, ou batemos um papo. Uma linha de avenida que nos puxa a curiosidade de saber o que as pessoas sentem quando passam por lá. Sobrevoamos com olhos miúdos e olhos ampliados, mas quase nunca era só aquilo que se via. Quando o nosso grupo parou em baixo de uma árvore de sombra bem fresca, era ali também o ambiente que desejávamos! Ao tentar descobrir sobre o nome científico ou popular da árvore, um exercício de resgate das memórias dos estudos da fisiologia dos seres, percebemos que o que era possível de saber sobre ela, além das suas características físicas, era que agora seria a árvoreCópia de Ambient-ARTE16-sombra-boa. 

De um jeito cientifico ou não, produzimos saberes que se põem em relação com saberes de outros domínios, mobilizamos aprendizagens pra investigar as nossas próprias produções de sentidos. Muitas vezes acariciamos as folhas das plantas, recolhemos galhos com epífitas, cheiramos frutos e flores e observamos fungos. Passamos por debaixo da copa da árvore em cabeleira e uma surpresa para muitos de nosso grupo: as folhas quando levemente esmagadas pelos dedos, tem cheiro de manga (árvore popularmente conhecida como salgueiro chorão ou cientificamente como Salix babylonica)

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Um dos meninos do nosso grupo então diz: no nosso dia a dia, a gente esquece rápido o nome científico, a gente tem preguiça, é mais difícil. Cópia de Ambient-ARTE18Mas é importante as pessoas saberem, pois elas podem pesquisar mais. Existem também vários nomes populares para cada ser. Existe para nós uma diversidade na identificação dos seres (DC). Ao longo dos passeios pela avenida, fomos percebendo que biologia, cultura, ciências são produzidos por diferentes pessoas num amplo espectro de expressões subjetivas. Lá na avenida as preocupações parecem se dissipar. Movidos pela criação, produzimos algo que não existia. As interações em coletivo se abriram para sentidos inesperados do silêncio da sala de aula às coversas disparadas durante as travessias.

 

 

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Bibliografia

ANDRADE, E. C. P; SPEGLICH, E. Imagens a fabular ambientes: desejos, perambulações, fugas, convites. Pesquisa em Educação Ambiental, v. 6, n. 1, 2011.

AMORIM, A.C.R. Fotografia, som e cinema como afectos e perceptos no conhecimento da escola. Teias, Rio de Janeiro, ano 8, n. 15-16, 2007.

DELEUZE, G. Conversações (1972-1990). Tradução de Peter Pál Pelbart. São Paulo, Editora 34, 3ª ed, 2013.

GUATTARI, F. As três ecologias. Tradução Maria Cristina F. Bittencourt. Campinas: Papirus, 1990.

SONTAG, S. Sobre fotografia. Trad. por Rubens Figueiredo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

TREIN, E. Desafios à educação ambiental: entre o legado da modernidade e a crítica pós-moderna. Pesquisa em Educação Ambiental, v. 3, n. 1, 2008.

ZORDAN, P. Arte com Nietzsche e Deleuze. Educação e Realidade, Porto Alegre, 2005.

ZOURABICHVILI, F. O vocabulário de Deleuze. Tradução de André Telles. Centro Interdisciplinar de Estudo em Novas Tecnologias e Informações, Rio de Janeiro, 2004.

 

Créditos de imagens

Coletivo da turma de Etnobiologia.

 

Agradecemos à FAPEMIG pelo apoio ao projeto de pesquisa “O espaço sempre inacabado do tornar-se professor…”

Edital Universal 2015 (APQ 00233/15).

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Recebido em: 15/02/2018

Aceito em: 15/03/2018


 

[1] Mestra em Educação pela Universidade Federal de São João del Rei; email: barcelosannacarolina@yahoo.com

[2] Professora Doutora na Universidade Federal de São João del Rei, Departamento de Ciências Naturais; email: priscila@ufsj.edu.br

[3] O NINJA (Núcleo de Investigações em Justiça Ambientais )  é um grupo da UFSJ que trabalha e pesquisa processos engajados em educação popular, justiça ambiental, conflitos ambientais. Em conjunto com os grupos GESTA (da UFMG) , o NIISA (da UNIMONTES) e movimentos sociais, construíram o Mapa dos Conflitos Ambientais de Minas Gerais, com o objetivo da “elaboração de um mapeamento qualitativo dos conflitos ambientais em Minas Gerais ocorridos entre os anos de 2000 a 2010, a partir da identificação, caracterização e classificação dos casos de violação do direito humano ao meio ambiente, considerando a existência de denúncias institucionalizadas e/ou manifestação de sujeitos sociais. A intenção é que tal mapeamento funcione como um instrumento de defesa dos direitos e também de elaboração e execução de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à democratização da apropriação dos territórios e condições naturais para grupos política e economicamente fragilizados”.    (http://conflitosambientaismg.lcc.ufmg.br/observatorio-de-conflitos-ambientais/mapa-dos-conflitos-ambientais/)

[4] “As definições da arte e as soluções que dizem “por que o homem faz arte”, “no que se constitui a arte, “qual o teor da arte”, talvez não sejam importantes para pensarmos qual o sentido da arte no campo da Educação. Junto a filósofos como Nietzsche e Gilles Deleuze, a arte pode constituir os movimentos de uma pedagogia dionisíaca; prática que não se preocupa em emitir juízos de valor, separar a arte da produção mundana, apontar o que é divino e o que é demoníaco, dizer que a arte é isso e não aquilo” (ZORDAN, 2005, p. 262).

[5] Quando falamos em agenciamento molecular, dizemos dos agenciamentos variáveis e remanejáveis imanentes da existência. Deleuze diz de dois polos do conceito de agenciamento, um molar (polo estrato do agenciamento), ligado aos agenciamentos sociais, “[…] definidos por códigos específicos, que se caracterizam por uma forma relativamente estável e por um funcionamento reprodutor: tendem a reduzir o campo de experimentação de seu desejo a uma divisão preestabelecida”; e o outro molecular quando o indivíduo participa dos agenciamento molares, e essa participação depende de agenciamentos locais, que podem introduzir “irregularidade, seja porque procede à elaboração involuntária e tateante de agenciamentos próprios que “decodificam” ou “fazem fugir” o agenciamento estratificado: esse é o pólo máquina abstrata (entre os quais é preciso incluir os agenciamentos artísticos)” (ZOURABICHVILI, 2004, p. 9)

[6] DC é a sigla que designa Diário de Campo. Esse diário foi mantido por toda a pesquisa e traz escritas importantes para um cartógrafo, que pode buscar nele as releituras das próprias vivências.

 

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RESUMO: Quais os sentidos de diversidade podemos produzir a partir de encontros com signos emitidos do ambiente ordinário? Quais ambientes, relações e vidas podemos inventar a partir de nossas singularidades? Experiências, afetos… Durante a disciplina de Etnobiologia, na turma de formação de biólogos, fomos provocados a criar uma feitura coletiva que pudesse nos envolver mais com questões sobre/com o ambiente. O ensaio por aqui apresentado é uma linha da tessitura que foi a pesquisa desenvolvida no mestrado de educação em São João del Rei, nos anos de 2014, 2015. Investigação que culminou a dissertação “Cartografia de afetos: educação, ambiente e fotografias num baile em sentidos biodiversos” em que fomos atravessados pela vontade de pensar a educação de um jeito mole, como campo de criação, de invenções fugidias onde se instalam possibilidades de existências. Fotografias, poéticas, questionamentos surgiram em passeios que fizemos na Avenida Leite de Castro, lugar que selecionamos para nos instigar a criativizar nossas potências ao tornarmos ambiente. Esses expressos parecem querer capturar o belo, o verde, o movimento, diversidades de interações da vida que nos são muitas vezes furtados ao estudar sobre o ambiente em uma sala de aula.

PALAVRAS-CHAVE: Ambiente. Criação. Sentidos.

 


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ABSTRACT: What meanings of diversity can we produce from encounters with signs emitted from the ordinary environment? What environments, relationships and lives can we invent from our singularities? Experiences, affections… During the discipline of ethnobiology, in the group of biologists, we were provoked to create a collective work that could involve us more with questions about / with the environment. The essay presented here is a line of the texture that was the research developed in the Master of Education in São João del Rei, in the years 2014, 2015. The research produced the dissertation “Cartography of affections: education, environment and photographs at a dance in senses of biodiversity ” in which we have been trespassed by the will to think of education in a soft way, as a field of creation, fugitive inventions where possibilities of existences are installed. Photographs, poetics, questions arose in tours that we made in Avenue Leite de Castro, place that we selected to drive our creative powers by becoming-environment. These expressions seem to capture the beautiful, the green, the movement, the diversities of life interactions that are often stolen from us when studying about the environment in a classroom.”

KEYWORDS: Environment. Creation. Senses.

 


VASCONCELOS, Anna Carolina Barcelos; FERNANDES, Priscila Correia. Ambient-ARTE. ClimaCom [online], Campinas, ano 5, n. 11, abr. 2018. Available from: http://climacom.mudancasclimaticas.net.br/?p=8983