ANO 03 - N07 - "Incerteza" ISSN 2359-4705

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Dossiê Incerteza – chamada para publicação

A revista ClimaCom Cultura Científica – pesquisa, jornalismo e arte convida à submissão de artigos, resenhas e produções artísticas e culturais para o seu sétimo dossiê, a ser publicado no dia 15 de dezembro de 2016.

“Nuvens”, Grupo multiTÃO

 

A revista ClimaCom Cultura Científica – pesquisa, jornalismo e arte convida à submissão de artigos, resenhas e produções artísticas e culturais para o seu sétimo dossiê, a ser publicado no dia 15 de dezembro de 2016.

Vivemos tempos incertos… Longe de querer este enunciado, que evoca uma triste constatação e consequentemente o arrependimento, o lamento e a nostalgia de tempos passados ditos de plena certeza, o próximo dossiê da ClimaCom quer levar ao limite as experimentações com a noção de Incerteza e trazer a força do infinitivo: viver tempos incertos. Por um lado, interessamo-nos pelos diversos modos como cientistas, filósofos, artistas, movimentos socioambientais etc. têm caracterizado esse “viver tempos incertos”, ou seja, pelos processos de produção de consistência e singularização desses encontros entre vida, tempo e incerteza que abrem alegremente e violentamente a novos problemas e procedimentos, que dão existência a incertezas vivas. Por isso, são igualmente interessantes os estudos, obras e processos científicos e /ou artísticos que escolhem lidar com uma incerteza que não é passageira, mas que se efetua como condição de vida e criação, exigindo a invenção permanente de modos de combate e de composição com a incerteza e não contra ela, obrigando à variação dos modos de pensar e agir, cujos métodos habitam uma incerteza primordial, capaz de impedir que a percepção de hábito se cristalize. Trata-se de explorarmos neste dossiê funcionamentos menores da incerteza, menores porque não se confundem com o erro, o relativismo ou a imprecisão, logo nada devem a modelos de verdade que criam referências para julgamentos. Menores, também, porque capazes de instaurar outras relações de forças que escapam às lógicas de poder dominantes: tanto as fixadas nas identificações entre ciência e certeza, probabilidade e ignorância; como as movidas por uma incerteza que funciona como meio de aceleração da exploração e subserviência; ou ainda as que investem na produção e administração de riscos e perigos, com suas incessantes operações de cálculo, vigilância e antecipação. Com este dossiê deixamos um convite, um chamado, a fazermos dele não um espaço de publicação apenas do que certamente pertence ao universo de produções das artes, ciências e filosofias em torno das mudanças climáticas, ou seja, do que já tem legitimidade para dizer delas, mas abrir à invenção de novas relações entre conhecimentos, experiências, métodos, práticas… Abrir a revista – e as próprias mudanças climáticas – às conexões que nos permitem seguir especulando sem medo, criando conexões incertas, pois arriscadas, imprevistas e improváveis.

Os artigos, resenhas e produções artísticas e culturais devem ser adequados às normas para publicação e enviados à Comissão Editorial até 15 de novembro de 2016.

Para informações sobre as normas de cada seção e endereço para envio, clique aqui.