ISSN 2359-4705

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Feira de C&T na SBPC é espaço de divulgar e pensar a divulgação científica

A 66a. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco, propõe como uma de suas apostas a integração entre ciência, tecnologia e público.

Reprodução Revista ComCiência

Michele Gonçalves

 

sbpc_2A 66a. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece durante esta última semana de julho na Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco, propõe como uma de suas apostas a integração entre ciência, tecnologia e público. Para tanto, o evento traz, anexa à sua programação científica e cultural, a Expot&c, feira de exposição de ciência e tecnologia que é, segundo a presidente da SBPC Helena Bonciani Nader “uma prestação de contas para a sociedade sobre o que se faz hoje no Brasil em termos de ciência e tecnologia”. Clélio Campolina Diniz, atual ministro de C&T, denominou a feira como uma importante mostra do estado da arte da pesquisa nessa área no país.

A feira traz, de uma forma interativa e lúdica, estandes de diversos Institutos e Fundações, bem como de outros segmentos da sociedade que atuam na produção científica e tecnológica. O objetivo é aproximar os diversos públicos que frequentarão o espaço dessas produções e institutos. Pensando nessa aproximação, a feira, que é a maior exposição de C&T do país, tem como um de seus grandes atrativos uma instalação montada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), na qual os visitantes têm disponíveis plataformas que abordam a C&T de uma forma interativa e focada em projeções audiovisuais. Outros destaques ficam também por conta dos estantes do Exército e Aeronáutica, Fapesp, CNPq, Capes, Senai, Fiocruz e INPE/Rede CLIMA.

Este último apresenta, neste ano, a recém-criada sub-rede Divulgação Científica e Mudanças Climáticas, uma parceria do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas (Labjor-Unicamp), o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climas Globais (Rede CLIMA). A sub-rede aposta na problematização dos papéis já dados à divulgação científica das mudanças climáticas e traz para a SBPC uma instalação-oficina com o tema “Estação Experimental de Divulgação Científica”, que tem como proposta convidar o público a criar outras narrativas a partir daquelas já dadas na mídia para discutir a temática.

“É importante trabalhar com divulgação científica explorando outras lógicas que não seja apenas a da transmissão de conteúdos e informações. Por isso, com a Sub-rede, seguimos investindo em pesquisas nessa área e na possibilidade de experimentação coletiva com ciências, artes, comunicações, com diferentes públicos. Nesse sentido, a experiência durante a SBPC tem sido bastante gratificante”, afirma Carolina Cantarino, uma das coordenadoras da Sub-rede Divulgação Científica e Mudanças Climáticas, ao comentar a proposta de oficina levada para a SBPC. Segundo a pesquisadora, esse é o foco da Sub-rede, lançada o mês passado em evento oficial ocorrido no INPE, em São José dos Campos.sbpc_1

“A oficina-instalação quer convidar o público a inventar outras formas de relação com o papel e a informação nele contida”, comenta Daniela Klebis, pesquisadora da Sub-rede. Segundo Fernanda Pestana, bolsista e pesquisadora da sub-rede e uma das idealizadoras da instalação-oficina, “o papel torna-se objeto de criação e invenção de outros discursos, outras visualidades, e é exposto a potencialidades distintas de tratar sobre as mudanças climáticas a partir daquilo que já está dado a ele, àquela informação escrita ou visual já sabida e experenciada”.

Para Julia Gabriela e Natacha Santos, alunas do Colégio Aplicação de Rio Branco, a experiência na oficina foi uma forma de mostrar, através da arte, os aspectos do clima que são urgentes: “devemos melhorar muito nossa opinião sobre as mudanças climáticas, valorizar mais o ambiente, lembrar que ainda temos muitos gerações por vir, pensar o hoje sem esquecer o amanhã”, comentam as estudantes. Fagner Menezes de Oliveira, graduado em história pela UFAC, descreve sua produção junto à oficina-instalação: “a proposta é que a pesquisa é ao mesmo tempo a inovação e a meta, e há como aliar o desenvolvimento econômico com a sustentabilidade, através de novas possibilidades e modelos de relação com o ambiente”.

*Michele Gonçalves está cobrindo a 66ª Reunião Anual da SBPC como parte das atividades da Sub-rede Divulgação Científica e Mudanças Climáticas da Rede CLIMA e do INCT para Mudanças Climáticas.

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